2.º Encontro dos Diab(r)etes na Sertã!

Todas as pessoas que me conhecem sabem que eu adoro a minha terra. Para mim a Sertã é linda, incrível, um espaço calmo, tranquilo, onde se consegue ter qualidade de vida.

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Quando o Presidente da Associação Diab(r)etes, o Sérgio Louro, e a Vice-Presidente, a Cristina Mota, me propuseram fazer o 2.º Encontro da Associação Diab(r)etes no meu concelho, eu adorei! Eu disse logo que sim, que tinha apenas que fazer a proposta à Câmara Municipal da Sertã. Até 2017, a Câmara Municipal da Sertã já comemorou 7 vezes o Dia Mundial da Diabetes, pelo que se compreende que existe uma sensibilização do município para o impacto desta doença na sociedade atual.

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A Associação Diab(r)etes, como sabem é a nível nacional representando pessoas com diabetes, seus familiares mas também amigos. A associação tem como “lema” da nossa Associação é “Diab(r)etes, Mais que um grupo… Uma família!”.

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Como sabe esta associação tem uma união e força incríveis como verificámos no processo de processo de comparticipação do sistema de monitorização flash de glicose.

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O ano passado realizou-se o 1.º Encontro da Associação Diab(r)etes no Jamor.
Este ano, como já contei foi feita a proposta para realização do 2.º Encontro Nacional na Sertã! Apresentei a proposta ao Sr. Presidente da Câmara José Farinha Nunes que prontamente aceitou o município ser organizador, juntamente com os Diab(r)etes do evento.
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O evento teve diversas atividades desde caminhada, atividades desportivas, piquenique, partilha, convívio e muita diversão!

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A Associação, graças ao esforço do Sérgio e da Cristina, conseguiu 3 autocarros com partida dos locais: Portimão, Oeiras e Braga. Estes autocarros vieram extraordinariamente orientados pelo Sérgio, Sofia Ferraz e Cristina; e repletos de pessoas muito especiais, ora vejam as suas fotografias às 4h da manhã, entusiasmadíssimos, sem qualquer sinal de esforço! Já repararam?

IMG_0702Além dos autocarros, mais de 100 pessoas vieram à Sertã de carro particular.

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Sabem quantas pessoas estiveram neste evento? 200 participantes e cerca de 50 voluntários!!!

IMG_0655De manhã, fomos até à Senhora da Confiança, sendo que comecei logo a ouvir comentários que era um espaço lindíssimo. Mas ainda não sabiam os que os esperavam! Fizémos uma parte do percurso do dos “Trilhos do Zêzere”, orientados pelo João.

Aqui o encanto dos Diab(r)etes aumentou =) Assim como a interajuda durante o percurso nomeadamente em quem estava com alguma dificuldade de controlo na glicemia. Foi uma excelente oportunidade para conhecermos diab(r)etes que não conhecíamos e conversámos. Nesta atividade houve o apoio dos Bombeiros Voluntários da Sertã, da União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais e das Juntas de Freguesias de Pedrogão Pequeno e Sertã.

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Depois do percurso feito fomos até à Alameda da Carvalha onde a APAES e a minha mãe nos prepararam uma sopa que estava, simplesmente, deliciosa!!

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Cada um de nós comeu uma sopinha mas há quem tenha repetido de tão boa que estava, foi ou não foi Marco?

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Seguiu-se um dos melhores momentos dos nossos encontros, o piquenique e partilha de comida, partilha de receitas, aprendizagem e também ensinamento. Nós somos assim, no espírito da família! Partilhamos mantas, comida, gargalhadas! que bom que foi! Algumas pessoas foram aos restaurantes regionais degustar os pratos típicos da Sertã, como a Sopa de Peixe, Maranho e Bucho Recheado.

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Durante a tarde, dividimo-nos entre as diversas atividades disponíveis: passeio pela vila, escalada (organizada pelo Instituto Vaz Serra), canoagem (da responsabilidade dos Escuteiros), pinturas faciais, e ainda uma aula de zumba com o Professor Hugo.

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Durante a tarde, aproveitámos o que para mim é “o melhor da diabetes: as pessoas”. Foi neste período que conseguimos conversar e divertir uns com os outros.

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Quero deixar um agradecimento a todos, todos os voluntários e colaboradores que disponibilizaram o seu tempo para tornar este dia tão Especial: Abbott Diagnosis Care, Associação Senhora da Confiança, Associação de Pais e Amigos dos Escuteiros da Sertã, Bombeiros Voluntários da Sertã, Comarca da Sertã, Escuteiros Instituto Vaz Serra, Câmara Municipal de Portimão, Câmara Municipal de Oeiras, Juntas de Freguesia de Pedrogão Pequeno, Junta de Freguesia da Sertã, União de Freguesias de Cernache do Bonjardim e Rádio Condestável, Roche e Wellion.

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Foram ainda entregues os Miao Miao para leitura do FreeStyle Libre a 2 dos 3 vencedores das primeiras 3 semanas desta extraordinária iniciativa dos Diab(r)etes!

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Um agradecimento especial à Câmara Municipal da Sertã que promoveu a invasão dos Diab(r)etes na Vila =)

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Agora relativamente ao que eu senti com este evento… Foi um evento, deveras especial e único. A Sertã ficou mais rica com a presença destas pessoas tão especiais, valiosas e carinhosas. Nunca recebi tantos abraços em tão pouco tempo. O carinho com que me tratam talvez não seja merecedora dele, é imensoooooo!

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Querida Cristina e querido Louro,

desculpem-me o meu stress e nervosismo. Queria que tudo corresse o melhor possível e isso torna-me impossível, nomeadamente, quando estamos em reunião e eu estou nervosa. Desculpem-me o que tenha feito menos bem e alguma resposta menos bonita. 

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A todos os participantes,

obrigada pela vossa importante presença neste encontro, foi cada um de vós que tornou este dia tão especial, desculpem-me o momento do ataque de choro, foi acumulação de nervosismo e sabem o que foi mais? Uma hipoglicemia com mais de 1h30m de duração. Eu não tinha ninguém a quem pedir açúcar ou gel. Era completamente desnecessário mas mais uma vez me lembrou que SE NÃO ESTOU BEM PÁRO! TRATO DE MIM E ENTÃO DEPOIS, FAÇO O QUE HÁ PARA FAZER! É assim que tem que ser SEMPRE amigos.
Este foi um dia muito especial na minha vida! Trazer amigos meus, uns mais próximos, outros menos, ao meu espaço, a minha terra que tanto gosto!
Obrigada meus amigos, vocês que são “o melhor da minha diabetes”.

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Sabem que devia falar de todos vós, todos! Todos ajudaram e tornaram este dia tão especial. Obrigada a todas as pessoas, que tornaram este dia o que foi! Tenho muitas dificuldades em me expressar. Até os senhores motoristas do autocarro do Norte me deram palavras tão boas, Sr. José e Sr. Nuno!

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Tenho que aqui deixar uma especial referência aos meus pais, que me apoiam sempre, sempre! Em qualquer desafio, estão sempre atrás de mim para se precisar de ajuda!

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Se me fizessem o desafio de ajudar na organização de outro evento dos Diab(r)etes, faria com uma vontade do tamanho do Universo e com as pessoas que nos apoiaram tudo é possível!

Até breve, com a partida do autocarro do norte e a promessa de um “até já”!

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Fotografias: João Antunes, Paulina Domingues, Cristina Mota, Sandra Aguiar, Cláudia Lopes, Dina Fernandes e Lurdes Sequeira. Obrigada!

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Vera Ruivo Dias, A Miss “Eu tenho diabetes” 

 

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Participação da FPAD na Diabetics in Sports / FPAD’s participation in Diabetics in Sports

Uns dias depois de regressar de Spoleto, de participar no “Diabetics in Sports” DIABETIC RUNNERS AND CYCLISTS FOR MORE SPORT FOR ALL IN EUROPE: SPORT GIVE CHANCE, que decorreu entre 29 de agosto a 3 de setembro, quero partilhar o que penso e sinto relativamente ao evento.
Este evento foi organizado por Comunidade Europeia e Programa Erasmus+ e pela Cidade de Spoleto. O evento teve a participação de 17 países: Bulgária, Checoslováquia, Chipre, Croácia, França, Alemanha, Grécia, Malta, Holanda, Polónia, Roménia, Eslovénia, Espanha, Turquia, Hungria, Itália e Portugal.
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Portugal participou através da Federação Portuguesa de Associações de Pessoas com Diabetes (FPAD) que desafiou as suas associações a se fazerem representar em Itália, provando que a diabetes não nos impede, de todo,  de praticar desporto.
As associações pertencentes à FPAD que se fizeram representar foram:
  • Associação Diabético Feira
  • Associação Diab(r)etes
  • DIMOV, Diabetes em movimento
  • Associação de Jovens Diabéticos de Portugal
  • Totusalus
  • Associação Diabéticos Todo-o-Terreno
  • Projeto Blue O
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Portugal,

juntou algumas pessoas com diabetes, que não são atletas profissionais e “lançou-se à pista de descolagem” com os seus bens mais preciosos, as pessoas com diabetes que dão sentido a todos estes projetos e associações.

Esta viagem foi a prova, como eu costumo sempre dizer, que o melhor da diabetes são as pessoas que a doença traz para as nossas vidas!
Pessoas extraordinárias que nos dão uma força em qualquer momento, mesmo que nos pareça que não conseguimos avistar um raio de sol…
São estes amigos, sim estes amigos, com quem estamos duas vezes por ano, que em qualquer aflição se disponibilizam para nos ouvir, dar força e motivação, …
Bem, por falar em força, sabem que Portugal tinha uma Delegação poderosíssima?
Além de espalharmos alegria fizemos ainda mais amizades com outras delegações!
Sobre a nossa delegação, bem a nossa delegação era deveras especial: tinha pessoas com uma força imensa, sorrisos contagiantes, energia inesgotável, com um bom humor bem expressivo e com uma capacidade de compreensão e entreajuda incrível.
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Relativamente às provas que a Delegação Portuguesa participou, foram inúmeras:
Bicicleta:
  • MTB ‘la spoletonorcia extreme’ 45km hard route, realizado pelo Marco
  • Classic route 40/50km, realizado pelo Marco e João =)
  • SpoletoNorcia Kids percurso Jincana, pelo Francisco e João
Correr:
  • Meia maratona: 3.ª lugar com o Fernando Santos e 6º lugar , com o Carlos Farinha
  • Spoleto Urban Crossing, 11 Km (que me fez compreender que sou leiga nisto, eu achava que era só correr, ops!! A prova foi bem mais exigente!): participámos Ana Góis, José Antunes, Carlos Viegas, Ema (que não estava inscrita) e eu! Fizemos a maioria do percurso muito próximos sendo que os nossos tempos variaram entre 1h11m e 1h14m. Foi extraordinário! Noutro artigo eu explico melhor! =)

 

Caminhada:

  • Spoleto Walking 11km: Sofia, Isabel, Emiliana, Sofia, Maria, Francisco, Gabriela, Sofia Costa, Adriana, Joana, Cecília, Ana e Luis! =)

 

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Os nossos dias foram passados entre Cassia, onde era o nosso hotel, e Spoleto, onde decorriam as atividades.
Todos os portugueses conseguiram atingir os objetivos a que se submeteram, obtendo uma sensação de missão cumprida! Além disto, fizemos amizades com pessoas de outras delegações que nos permitiram ter uma noção das diferenças que existem a nível de acesso ao tratamento e dispositivos na diabetes, no mesmo continente. Esta situação, fez-nos  valorizar os recursos que temos disponíveis para o tratamento da diabetes em Portugal.
Quero aproveitar para agradecer à FPAD me ter dado esta oportunidade incrível, mais uma das que vão fazer parte da minha vida de pessoa com diabetes.
Obrigada aos principais organizadores à Presidente da FPAD Emiliana, à Ana Góis e à Maria. Um verdadeiro bem-haja. A organização e responsabilidade de um evento destes é deveras exigente!
Aproveito também para deixar um agradecimento aos patrocinadores deste evento: Abbott Diagnosis Care e Medtronic, que tornaram esta aventura, aprendizagem e desafio uma realidade!
Quero agradecer as Associações de pessoas com diabetes de que faço parte e que confiaram em mim: Associação Diabéticos Todo-o-Terreno e Associação Diab(r)etes.
Um muitíssimo bem hajam a todos os companheiros desta aventura que a tornaram tão sui generis e única: Sofia, Francisco, Maria, Emiliana, Sofia C., Adriana, Ema, Joana, Marco, João, Cecília, Isabel, Carlos V., Márcia, José, Francisco S., Susana, Ana Góis, Vitória, Ana D., Fernando, Luis, Gabriela e Carlos Farinha =)
NOTA: Deixo ainda um beijinho enorme ao João, Inês e Cátia que não nos acompanhar.
Se quiser saber mais sobre a FPAD, leia o seguinte artigo
A experiência sobre a participação no “Diabetics in Sports”, não fica por aqui….
                                            Até breve!
Vera Ruivo Dias, A Miss “Eu tenho diabetes”
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Some days after returnING from Spoleto, AND participate in “Diabetics in Sport” DIABETES CORRIDORS AND CYCLISTS FOR MORE SPORT FOR ALL IN EUROPE: SPORT GIVE CHANCE, which took place between August 29 and September 3, I want to share my opinion about the event.

This event was organized by the European Community and the Erasmus + Program and the City of Spoleto. The event was attended by 17 countries: Bulgaria, Czechoslovakia, Cyprus, Croatia, France, Germany, Greece, Malta, Netherlands, Poland, Romania, Slovenia, Spain, Turkey, Hungary, Italy and Portugal.

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Portugal participated through the Portuguese Federation of Associations of People with Diabetes (FPAD), which challenged their associations to be represented in Italy, proving that diabetes does not prevent us from practicing all king of sport.

The associations belonging to the FPAD that were represented were:

  • Associação Diabético Feira
  • Associação Diab(r)etes
  • DIMOV, Diabetes em movimento
  • Associação de Jovens Diabéticos de Portugal
  • Totusalus
  • Associação Diabéticos Todo-o-Terreno
  • Projeto Blue O
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Portugal,

joined some people with diabetes, who are not professional athletes and “threw themselves on the runway” with their most precious assets, people with diabetes that give meaning to all these projects and associations.

This trip was the proof, as I always say, that the best of diabetes are the people that this illness brings to our lives!

Extraordinary people who will always give us strength, even in the worst moments…
Are these friends, with whom we are twice a year, who are always available to listen to us, give strength and motivation, when we really need it.

Well, speaking in strengh, do you know that Portugal had a very powerful Delegation?
We not only spread joy but also made friendship with other delegations!

About our delegation, well our delegation was very special: it had people with immense strength, contagious smiles, unlimited energy, great sense of humor and an incredible capacity for understanding and mutual help.

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The Portuguese delegation participated in these events:

Bicycle:

  • MTB ‘la spoletonorcia extreme’ 45km hard route, made by Marco
    Classic route 40 / 50km, by Marco and João =)
  • SpoletoNorcia Kids Jincana course, by Francisco and João

 

Run:

  • Half marathon: 3rd place with Fernando Santos and 6th place, with Carlos Farinha
  • Spoleto Urban Crossing, 11 Km (which made me understand that I am lay in this, I thought it was just run, ops!! It was a little more!): with participation of Ana Góis, José Antunes, Carlos Viegas, Ema (who was not registered) and I! We made most of the run very close and our times were between 1h11m and 1h14m. It was extraordinary! In other article I’ll explain better! =)

 

Walking:

  • Spoleto Walking 11km: Sofia, Isabel, Emiliana, Sofia, Maria, Francisco, Gabriela, Sofia Costa, Adriana, Joana, Cecilia, Ana and Luis! =)

 

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Our days were spent between Cassia and Spoleto, where the activities took place.

All the Portuguese managed to achieve the purposed goals, obtaining a sense of mission accomplished! In addition, we made friendship with people from other delegations that allowed us to have a sense of understand the differences in access to treatment and devices of the same continent. This maked us give value our available means for diabetes treatment in Portugal.

I want to thank FPAD for giving me this incredible opportunity, one of those that will be part of my life as a person with diabetes.

Thanks to the main organizers, the President of FPAD, Emiliana, Ana Góis and Maria. A really thanks. The organization and responsibility of such an event is very demanding!

I would also like to thank the sponsors of this event: Abbott Diagnosis Care and Medtronic, who have made this adventure, learning and challenge a reality!

I want to thank the Associations of people with diabetes that I am part of and that have trusted me: Associação Diabéticos Todo-o-Terreno e Associação Diab(r)etes.

A big thanks to all the companions of adventure who have made it so unique: Sofia, Francisco, Maria, Emiliana, Sofia C., Adriana, Ema, Joana, Marco, João, Cecília, Isabel, Carlos V., Márcia, José, Francisco S., Susana, Ana Góis, Vitória, Ana D., Fernando, Luis, Gabriela e Carlos Farinha =)

NOTE: I still give a big kiss to João, Inês and Cátia that could not go with us.

If you want to know more about FPAD, read the following article
https://deverasnutritivo.wordpress.com/2017/10/08/a-conversa-com-a-presidente-da-federacao-emiliana-querido/

The experience of participation in “Diabetics in Sports”, doesn’t end here. I still have more to tell you.

I see you later!

Vera Ruivo Dias, A Miss “Eu tenho diabetes”
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Será que é verdade? Como dormes?

Sou utilizadora do Runtastic® para monitorizar a minha prática de atividade física.
Esta aplicação vai publicando alguns artigos interessantes!

Há uns dias surgiu-me este artigo e achei engraçado!
Pensei….ahh!! Lá pode, a forma como dorme estar relacionada com a nossa personalidade?

Por curiosidade fui ler o artigo e…

…e fiquei surpreendida quando percebi que em relação a mim, está certo =S

Como é consigo? Leia o artigo e partilhe a sua conclusão comigo =)

https://www.runtastic.com/blog/en/sleep-deprivation-symptoms/?utm_content=blog_sleepdeprivation&utm_source=runtastic&utm_medium=email.newsletter&utm_campaign=newsletter_en&utm_term=2018-08-26

 

A Miss “Eu sou diabética”, Vera Ruivo Dias

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Photo by Pixabay on Pexels.com

Partilhas a tua atividade física ou não?

Eu uso o Runtastic para o registo da minha prática de atividade física.
Eu sou uma daquelas pessoas que gosta de ver quantos quilómetros fiz e de criar objetivos para superar!!

Sou uma daquelas pessoas que gosta de partilhar nas redes sociais “hoje fiz x quilómetros”! Serve-me de motivação esta partilha com outras pessoas.

Hoje foi dia de, da parte da manhã correr com insulina ativa!
Ahh!!
Já sei que comigo não funciona!
Levei a bomba a 0%, e reduzi 25% do bólus.
Habitualmente reduzia entre 30-50% do bólus da refeição anterior, e se for pouco tempo, suspendia a bomba.

Não o fiz o que aconteceu? Fui obrigada a parar antes do meu objetivo…

Mas à tarde voltei a correr =)
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Vamos definindo pequenos objetivos e sempre que atingimos um, ficamos motivados e ganhamos força para lutar por um outro, mais difícil! =)
E ainda contamos com o apoio dos nossos amigos que facilmente dizem sempre:

“para a próxima faz +1km”,

como se fosse ir ali ao café e pedir “Por favor, dê-me uma água!” =D    Ahh!!

 

Aprendizagem, correr com o mínimo de insulina ativa.

No caso de existir insulina ativa:

  • diminuir o bólus da refeição anterior entre 30-60%,
  • baixar a insulina basal ou suspender a bomba,
  • iniciar atividade física logo após a refeição!

 

Nunca desistam dos vossos objetivos!

É a nossa persistência que nos aproxima da meta!

O que pensa sobre este assunto?

A Miss “Eu sou diabética”, Vera Ruivo Dias

 

Rumo a Spoleto!

Spoleto é uma cidade italiana em irá decorrer um evento desportivo para pessoas de toda a Europa.

De 30.08 a 02.09, decorrerá o evento na cidade de Spoleto. O evento tem um destaque para equipas de pessoas com diabetes de toda a Europa, “Diabetics in Sports”.
Serão 320 pessoas com a doença, provenientes de 16 países distintos, além dos restantes atletas.

As provas que decorrerão serão: ciclismo de montanha, corrida, caminhada,

 

O objetivo deste evento tem como objetivo promover a prática de atividade física, o bem-estar e a inclusão social das pessoas com diabetes na sociedade.

Eu vou fazer parte da equipa da Federação das Associações das pessoas com diabetes. Vou representar a Associação dos Diabéticos Todo-o-Terreno e a Associação Diab(r)etes! =)

A prova em que participarei será a corrida de 10 quilómetros. Tive que diminuir o objetivo relativamenete ao que pretendia inicialmente, devido a ter sofrido o acidente.

Mas eu vou chegar ao fim da prova com sucesso, dando o meu melhor 😉

Terei ainda, o tremendo gosto de partilhar esta aventura com pessoas que tanto admiro e  me têm ensinado relativamente à diabetes e à prática de atividade física, como a Ana, a Ema, o Fernando, o Tony, entre outros. Na equipa portuguesa, com a média de idades de 36 anos, teremos crianças a participar!
Será uma experiência extraordinária para todos nós!

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Vou dando notícias de como estarão a correr as coisas por Spoleto!

Se quiser saber mais sobre o evento consulte o site:
http://www.laspoletonorciainmtb.it/en/diabetics-in-sports-eng/

 

Vera Ruivo Dias, A Miss “Eu tenho diabetes”

 

Se não souber a causa do acidente que sofri, não deixe de ler em: Parar… Pensar… Redefinir modos de agir…

Anda comigo, fazer acontecer!

A recuperação do acidente não correu tão rápido quanto desejava, … foi mais morosa e também mais dolorosa.

Queria eu andar já a correr os meus 7 km com uma velocidade agradável e com resistência, mas não foi possível.
Para dificultar ainda mais a situação a minha passadeira avariou a semana passada, sendo-me mais difícil correr no exterior, dependendo do horário disponível, de acordo com o local de trabalho.

E porquê é que isto me preocupa? Porque daqui a uma semana irei participar numa prova vou correr os 10 km, num evento desportivo que decorrerá em Itália =)

Não está no nível que pretendia, nem está muito fácil, mas vou dar o meu melhor.

Assim nestes últimos dias, tenho insistido mais em fazer, pelo menos, 5 km de corrida diariamente.

Quando corro, se tiver o valor a 100 mg/dl ou valor inferior ingiro 15 g de glícidos, preferencialmente, de absorção rápida. Se necessário, ingiro mais 15g de hidratos de carbono mas de absorção lenta,  o caso de pretender fazer mais tempo ou uma distância maior,

Eu corro pouco tempo, 30 a 50 minutos, mas de um modo com alguma intensidade.

Quando corro, e relembro porque é pouco tempo, paro a bomba perfusra de insulina, no caso de ter uma glicemia igual ou inferior a 170mg/dl. Esta situação resulta bem comigo. Mas nós temos necessidades individuais e devemos analisar a situação para compreender se precisamos ou não de bomba durante a atividade física.

Para a corrida levo sempre:

  • FreeStyle Libre
  • tiras de teste, caneta de punção, lancetas
  • bomba perfusora de insulina
  • açúcar
  • gel glicosilado
  • água
  • documento identificativo
  • telemóvel
  • algum dinheiro
  • alimento com 15g de hidratos de carbono.

A data está a aproximar-se e está na hora de espantar a preguiça =D

“Anda comigo, fazer acontecer
sai do abrigo,


abre os olhos, para ver como é lindo o sorriso de quem vem”
by NAMARI

Vera Ruivo Dias, A Miss “Eu tenho diabetes”

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O que é o Blucon®?

O Blucon® é um sistema que permite emparelhar com o FreeStyle Libre® e enviar os dados por bluetooth para o telemóvel, sendo que recebemos os dados num telemóvel sem ter que estar a fazer leituras.

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Benefícios da utilização do Blucon:

  • não ter que passar com o telemóvel no sensor para obter leituras
  • leitura a cada 5 minutos
  • definição de alarmes de hiperglicemia e hipoglicemia
  • definição de quantos alarmes quiser e a que valores quiser
  • colocação de sons de alarmes diferentes, de acordo com o valor da glicemia
  • a segurança que nos faz sentir
  • transmitir os dados para outros telemóveis de followers (uma espécie de seguidores) sendo que conseguem aceder em tempo real a glicemia intersticial e que, também os followers podem definir alarmes aos valores que pretenderem. Estes valores de alarme podem ser diferentes dos valores definidos para o utilizador do BlueCon®.

 

Aspectos menos positivos:

  • leituras de 5-5 minutos
  • necessidade de calibração com valores de glicemia capilar e/ou glicose intersticial
  • aumenta o volume do FreeStyle Libre®
  • não ter um sistema de colocação, cada um adapta como quer ao FreeStyle Libre® (fita cola de dupla face, velcro, braçadeiras, …). Eu utilizo fita cola normal dobrada, para me ser fácil de tirar. Ainda não experimentei outro método mas com o calor terei que estudar outra alternativa =)

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O Blucon® é um dispositivo da Ambrosia Sistemas  (consulte o site http://www.ambrosiasys.com ) desenvolvido para a leitura do FreeStyle Libre®, a cada 5 minutos através da tecnologia Bluetooh. Existem 2 opções diferentes do Blucon®:

  • TRANS AM – que é à prova de água, mas não reutilizável, durando apenas 14 dias – Custo 42.00€.+ portes de envio.

 

  • NIGHTRIDER – que não é à prova de água mas permite a utilização de pilha (CR2032) (com duração de cerca 10-12 dias habitualmente) – Custo 119.90€.

 

  • NIGHTRIDER WATERPROOF – que é à prova de água e reutilizável. Tem também uma melhoria na qualdiade do Bluetooh do dispositivo. – Custo 179.90€

 

Dimensão: diâmetro 3,5cm e altura (além do FreeStyle Libre 7 mm)

 

Onde pode adquirir o dispositivo?

É possível adquirir o Blucon diretamente da empresa Ambrosia através do site http://www.ambrosiasys.com , sendo que vem da América e pode haver problemas na alfândega. Ou pode encomenda através de um distribuidor espanhol:

  • TRANS AM –  Custo 42.00€ + portes de envio através de www.ambrosiasys.com
  • NIGHTRIDER – Custo 119.90€, através de http://diabetika.es/pt/wearables-de-ajuda-deteccao-hipoglucemia/402-blucon-nightrider-transmisor-para-freestyle-libre-861086000403.html?search_query=blucon&results=4
  • NIGHTRIDER WATERPROOF –  Custo 179.90€ através de http://diabetika.es/pt/wearables-de-ajuda-deteccao-hipoglucemia/436-blucon-nightrider-transmisor-para-freestyle-libre-8610860004032.html?search_query=blucon&results=4

 

 

Existe um outro diapositivo, um pouco diferente, o Miao Miao® mas com o mesmo objetivo e que também está a ter bom feedback de utilização. Poderá consultar o artigo da BeeDee acerca deste dispositivo em: https://www.deebee.it/?p=14695&lang=pt-pt . este tem o custo de cerca de 180€.  Ainda existe outro dispositivo em desenvolvimento mas ainda não está a venda, teremos que aguardar mais uns tempos.

 

Pode ler a minha experiência com o Blucon® em https://deverasnutritivo.wordpress.com/2018/05/14/abencoado-blucon

O que aprendi foi através de pessoas experts neste dispositivo e compreendo, que com a utilização vamos compreendendo melhor como funciona =)
Bem haja aos meus amigos do coração =)

 

Obrigada ao Alexandre Silva pela ajuda e esclarecimentos para a realização deste artigo =) 

A Nutricionista, Vera Ruivo Dias (0313N)

My Precious, o meu vício

É perceptível que eu sou fã do FreeStyle Libre, justificado pela compreensão que me trouxe da minha variabilidade e a todas as melhorias que me trouxe. Como eu lhe chamo,o Libre é o  my precious.

Quem convive comigo, sabe que “sou viciada” em fazer a leitura da glicemia no líquido intersticial, pois a informação que nos dá, nomeadamente da seta de tendência, é demasiado preciosa para nos aproximarmos dos objetivos metabólicos e prevenirmos hiperglicemias e hipoglicemias mais significativas.

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Pensando melhor, não sou só eu… Mas também os meus amigos! Até quem conhece o sistema recentemente, consegue compreender e valorizar as melhorias que resultam da sua utilização. Existem sempre os amigos que pegam no Libre e… “Ah deixa-me ver como está a tua glicose” =)

Eu faço a leitura do sensor mais vezes que a maioria dos utilizadores, sendo que realizo cerca de 30 leituras por dia. Encontrei um vídeo o sistema de monitorização flash de glicose e ri-me sozinha, de facto, o meu número de leituras com o Libre é ligeiramente superior ao mencionado 😉 Espreite!

Este fim-de-semana foram dias de estar com amigos e desfrutar e degustar, como não me lembro de ter feito anteriormente, com bons resultados, graças ao Libre e à Ema =)
Era de extrema importância que as pessoas com diabetes tivessem uma resposta positiva relativamente à comparticipação do FreeStyle Libre, o mais breve possível.

A diabetes não nos impede de nada!

A miss “Eu sou diabética”, Vera Ruivo Dias

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Para saber mais sobre o dispositivo consulte o site http://www.freestylelibre.pt/

Amigos especiais para pessoas especiais: Pata d’Açúcar

Há uns meses, comecei a ouvir falar de cães que podem ser treinados para a identificação de hipoglicemias em pessoas com diabetes. Na noite de Natal, uns familiares, o Bruno e a Paula, falaram-me do Luke (um menino com diabetes) e o Jedi (o seu cão), que já mencionei num post anterior aqui no blog.

Entretanto, ouvi falar na Associação Pata d’Açúcar – Medical Dogs for Diabetics. Esta associação destina-se a treinar cães para detetarem hipoglicemias em humanos. A hipoglicemia é uma complicação aguda da diabetes em que os níveis de glicemia sanguínea descem a valores inferiores a 70mg/dl, podendo colocar em risco a vida da pessoa.
Entretanto procurei mais informações acerca da Pata d’Açúcar e vi uma reportagem ao Vice-Presidente da Associação, o José Antunes. Nesse mesmo momento coloquei na minha lista de tarefas contactá-lo para saber mais sobre este Projeto.

Curiosamente, conheci o José num almoço de pessoas com diabetes. O José é também uma pessoa com diabetes mellitus tipo 1 e que tem o seu cão, o encantador Thor, treinado para detetar hipoglicemias!

Entrevista José Antunes

Vera Ruivo Dias (VRD): Olá José! Antes de mais quero agradecer a tua disponibilidade em colaborar nesta “entrevista” para nos dar a conhecer a Pata d’Açúcar, a única associação nesta área em Portugal.

José Antunes (JA): Olá querida Vera Dias, é com imenso prazer que recebo este Teu convite para facultar esta entrevista ao Teu blog fantástico que tanto tem ajudado o mundo dos pessoas com diabetes e não só, pois comer corretamente é algo que todos nós pessoas com diabetes ou não deveríamos fazer. 

VRD: Como surge a ideia da Associação Pata D’Açúcar e quais são as suas tarefas?

JA: A associação Pata D’Açúcar surge de uma ideia que um amigo que conheci em Itália que me falou das capacidades dos cães poderem detetar as hipoglicemias. Então decidi por mãos à obra e saber mais sobre isso, até porque adoro animais e sempre tive muitos a Meu lado toda a vida. Decidi partilhar esta ideia com um amigo de infância, o Dr. Nuno Infante, que imediatamente a achou fantástica. Casualmente o Dr. Nuno Infante tinha uma ninhada de labradores e de imediato Me disse “Vou-te dar um cachorro para iniciares o treino.”, e assim começou esta “aventura ” .

Sobre a Associação Pata D’Açúcar, é uma associação sem fins lucrativos que tem como objetivos impulsionar, promover, propor, proceder e auxiliar o treino de cães com vista à deteção antecipada de hipoglicemias em portadores da diabetes . Sendo que o propósito do projecto tem também a sua componente social, que consiste em treinar 2 cães por ano, serão entregues a pessoas com diabetes gratuitamente.

VRD: Há quanto tempo existe a Associação e onde está localizada?

JA: A Associação Pata D’Açúcar foi constituída oficialmente no final de dezembro de 2016, tendo cerca de 3 meses , embora que o projeto já tinha sido iniciado à cerca de 1 ano .

A Associação Pata D’Açúcar está localizada no concelho do Seixal. 

VRD: Como tem sido a reação das pessoas ao saberem que podem ter um cão treinado com estas características?

JA: A reação das pessoas tem sido fabulosa muito acima das nossas expectativasA possibilidade de ter um companheiro com estas capacidades ajuda em muito a estabilidade, psicológica, física e social do Diabético, contribuindo diretamente para o melhor controlo da doença.

VRD: Qualquer cão pode ser submetido a este treino? Tem que ser um cão jovem ou é possível realizar o treino em um cão adulto?

JA: Sim, qualquer cão pode ser submetido ao treino desde que tenha as capacidades mínimas físicas e olfativas, que nos possam dar garantias de um desempenho correto.

O cão deve iniciar o treino no máximo com a idade até, no máximo, aos 6 meses, pois o treino leva o seu tempo e para termos mais tempo de vida útil no desempenho das funções do animal. Dependendo da raça do cão o seu tempo de vida no activo poderá mudar e assim tiramos o máximo partido das suas capacidades.

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VRD: Durante o processo de treino de um cão, os únicos profissionais envolvidos são os treinadores, ou existem outros?

JA: Bom durante todo o processo de treino dos cães, existem várias pessoas que intervêm, não só os treinadores, mas também vários voluntários pessoas com diabetes para os cães se ambientarem as várias situações nós vários cenários de treino, os tratadores, Veterinários. Ainda estão envolvidas no processo de treino várias famílias de acolhimento voluntárias por onde os cães vão passando para se adaptarem aos vários espaços, pessoas, idades, integração social em todos os aspectos da vida de um Diabético.

Obviamente que todos estes processos são supervisionados e orientados pelos treinadores.

 

VRD: Qual é o comportamento de um cão quando deteta que a pessoa está em hipoglicemia?

JA: No que toca às alterações do comportamento do cão no momento da detecção da hipoglicemia, depende do treino que lhe for incutido, pois podem existir 2 tipos de marcação: a ativa e a passiva. A que mais aconselhamos e usamos é a ativa, onde o cão pode ser treinado para ladrar, para se acercar do Seu tutor e lambe-lo, chamando a atenção do tutor. A passiva pode simplesmente passar por um gesto de se sentar, deitar ou fazer determinado gesto com as patas que o tutor sabe automaticamente que significa que deve fazer a medição da glicemia de imediato e confirmar os valores. Nunca nos podemos esquecer que o cão não substitui, de forma alguma, os meios de medição da glicemia que o Diabético tem ao seu dispor. Simplesmente, o cão, sendo um animal de companhia, é mais uma ferramenta que o apoio nesse processo. 

VRD: O cão deteta a hipoglicemia quando ela já existe ou algum tempo antes?

JA: No nosso treino o cão  é preparado para detetar antecipadamente, antes da hipoglicemia surgir ou quando atinge valores abaixo dos 70mg/dl. Habitualmente isto acontece com cerca de 12/15 minutos de antecedência.

 

VRD: Ao mostrar a fotografia de destaque deste artigo a uma pessoa a que dava conhecimento do projeto (a Enfermeira Helena), ela disse-me “O Thor é o anjo-da-guarda do José.” Achei que esta era “a” caracterização do Thor. Concordas?

JA: Bom, Vera devo confessar que esta foto tem sido alvo de imensos comentários, todos eles surpreendentes. O Thor realmente pode ser considerado um anjo da guarda, comentário fantástico da Sra Enf. Helena, que retrata exatamente o que esta foto representa e transmite, pois além de tudo o que Ele transmite a cada dia, as emoções que provoca, as alegrias com as traquinices dele (não fosse Ele um Labrador), o Thor é  autenticamente um parceiro , companheiro , até por vezes confidente .

VRD: O cão contribui para um bom estilo de vida de uma pessoa com diabetes, podes explicar como é que isto acontece?

JA: Verdade Vera, o facto de um diabético ter ao Seu lado um patudo com estas capacidades, permite-lhe também ter um estilo de vida muito melhor, na componente física, pois o Tutor exige um passeio diário, e ao mesmo tempo pratico exercício físico. Como sabemos, a atividade física é um dos fatores fundamentais para o controlo da diabetes. O cão contribui também para uma maior e melhor integração do diabético na sociedade que o rodeia, diminuindo o possível sentimento de exclusão ou discriminação, porque infelizmente, ainda existem muitos preconceitos com a diabetes na nossa sociedade. Eu já fui vítima disso devido à ignorância, falta de conhecimento e respeito por parte de terceiros. A auto-estima e segurança do diabético aumentam com a cumplicidade que se atinge com o nosso parceiro patudo, que, por vezes, transcende alguns relacionamentos entre humanos. 

VRD: Qual tem sido o maior desafio desde o início deste projeto?

JA: Em relação ao maior desafio que este projeto, tenho de dizer que tem sido mais do que um desafio, mas o principal é a adaptação das pessoas a presença do Thor, pois as pessoas em Portugal estão pouco e muito mal informadas sobre os Medical Dog’s, sobre o trabalho e a importância que Eles têm no dia-a-dia dos seus tutores. Afinal, todos os dias estes cães podem salvam as vidas dos seus tutores!

Estar em espaços públicos muitas vezes é difícil, sendo que temos que explicar constantemente as leis a várias pessoas, o papel e trabalho que estes animais desempenham e, inclusivé, desmistificar a integração do cão nos espaços e a sua interação com o tutor. Considero que é difícil explicar às pessoas, e em especial às crianças, o porque de não poderem tocar no cão. Esta atitude provoca uma desconcentração do cão na Sua missão de ajudar o tutor. Se os animais estiverem constantemente a interagir com outras pessoas podem perder o foco e perder o timming de avisar o tutor do surgimento da hipoglicemia. 

VRD: O que tem sido mais gratificante desde que iniciaste este projeto?

JA: Desde o início deste projeto, o que tem sido mais gratificante para mim, é poder contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos pessoas com diabetes, poder motivar estas a usufruírem de mais um apoio no controlo da doença. Frequentemente, verifico que o cão aumenta a união das famílias e das pessoas que rodeiam os doentes. É muito motivador, aprender a cada dia que passa com os patudos, descobrir que podemos ir mais além, a cumplicidade que se constrói a cada dia é indescritível.
Sem palavras também para o apoio e motivação que recebo a cada dia por parte das pessoas e não só as que têm diabetes, que reconhecem a mais valia do nosso trabalho e a importância da nossa dedicação diária, para podermos ajudar a controlar e a salvar vidas nesta luta contra a doença. Nunca nos podemos esquecer que a diabetes é a doença que provoca mais complicações no organismo e que é a principal causa de morte em todo o mundo!
Estamos muito felizes por termos conseguido realizar este sonho e criar esta Associação Pata D’Açúcar como pioneira em Portugal a desenvolver este trabalho específico, ainda que as  adversidades e burocracias que o nosso País exige sejam muitas. Isto foi também possível graças à importante ajuda das pessoas que nos rodeiam! O Meu muitíssimo obrigada a todos os que tornaram este sonho possível e aos que dia após dia nos motivam a superar e a sermos mais e melhor. 

O lema da Associação é: Ajudem a ajudar, por uma diabetes melhor. 

VRD: José qualquer pessoa pode ser sócio da Pata D’Açúcar. Quais são os benefícios de se ser sócio da Associação?

JA: Todas as pessoas que se associarem a nós terá todos os benefícios que os nossos parceiros disponibilizam em diversos serviços, como por exemplo: cabeleireiro, contabilista, arquitetura, Hotel e Serviço da Escola da Alcateia, Serviços de Consultadoria, Apoio Veterinário, assim como, dos futuros parceiros da associação.
Estes benefícios consistem em descontos exclusivos para os associados na nossa Associação Pata D’Açúcar.

VRD: José, apra terminar, descreve em 3 palavras o que significa para ti o Thor na tua vida, como pessoa com diabetes?

JA: MOTIVADO, DEDICADO e Perspicaz! Para além de protetor, e muito feliz!

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VRD: José, deixa-me agradecer a tua simpatia e disponibilidade para nos poder esclarecer acerca da Associação Pata D’Açúcar.

Desejo as maiores felicidades e sucesso à associação, pois permitirá melhorar significativamente a vida das pessoas com diabetes, que poderem usufruir da companhia de um cão treinado pela Pata D’Açúcar.

Bem haja, José!
Poderá contribuir para a Associação Pata d’Açúcar com um donativo através do
NIB 0010 0000 5458 0010 0016 5 Qualquer donativo contribuirá para o treino de um cão que melhorará a vida de uma pessoa com diabetes.

Pode seguir a associação através do facebook: https://pt-pt.facebook.com/patadacucar/

Para contactar a associação utilize o e-mail patadacucar.geral@gmail.com.

Os patrocinadores da Associação Pata D’Açúcar estão indicados na imagem seguinte.

patrocinio

A miss “Eu sou diabética”, Vera Ruivo Dias

Sociedade Civil: Diabetes

O Sociedade Civil é um magazine da RTP2, dedicado a contribuir para o acesso da sociedade à informações e soluções para os seus problemas. Este magazine é super interessante e aborda temas muito diversificados, possibilitando a participação dos espectadores. O programa de ontem, 6 de março, foi dedicado à Diabetes.
Fui desafiada a participar como pessoa com diabetes. De facto este foi um verdadeiro desafio de controlar a glicemia, mas o mais importante é o sucesso da mensagem a transmitir que penso que conseguimos alcançar. Os convidados foram o Dr. Estevão Pape, médico de Medicina Interna e Diabetologista;  Dr. José Manuel Boavida, Endocrinologista e eu. Foi um gosto tremendo partilhar esta 1h30m com ambos.

Tenho que felicitar o jornalista Luís Castro por desenvolver um debate tão interessante. Aproveito para agradecer a todos os profissionais envolvidos na produção do Sociedade Civil, nomeadamente na preparação, Marta, D. Nazaré, D.Vanda, todos os elementos na produção e “regi”.
Se não teve oportunidade de ver o programa veja através do link  www.rtp.pt/play/p3150/sociedade-civil

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Capturas de alguns dos momentos deste episódio e da minha ambulatory glucose profile de ontem e hoje! Ontem foi dia de aumentar a basal em 40% devido ao aumento da glicemia, associado ao stress.

Foi muito interessante poder partilhar a minha perspectiva da Diabetes como doente. Foi um gosto perceber que algumas das pessoas que fazem parte da minha história da diabetes, a Drª Luísa Barros e a Carlinha apareceram numa peça =)
Igualmente, foi um gosto ouvir as participações do Dr. Francisco Carrilho, Dr. José Luiz Medina, Drª Sandra Paiva, Inês Rogrigues (que grande testemunho: necessidade de aquisição em Espanha, por ainda não estar disponível em Portugal e a possibilidade de ter os dados da variabilidade glicémica no momento através da aplicação!) e Alexandra. =)

Um agradecimento a todas as pessoas que me ajudaram na preparação dos meus testemunhos, nomeadamente aos Diab(r)etes que me inspiraram no sábado anterior.

Ontem foi dia de relembrar o impacto que a utilização do FreeStyle Libre® tem na vida das pessoas com diabetes e a importância de obter uma comparticipação deste dispositivo.
Deixo novamente o link da nossa Petição Pública pela comparticipação dos sensores do FreeStyle Libre =) Quem ainda não tiver assinado, por favor, se poder faça-o =)

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=diabetes-libre

Sendo que o Sociedade Civil é um magazine com imensos temas em debate, poderá consultar o site da internet e ver episódios que ache interessantes, acredito que, como eu, encontrará alguns 😉 http://www.rtp.pt/programa/tv/p32666

A miss “Eu sou diabética”, Vera Ruivo Dias