Onde podemos comprar o Libre

Atualização dos pontos de venda libre:

-Castelo Branco: Farmácia Ferrer

–Idanha-a-Nova:  Farmácia Andrade

–Alpiarça: Farmácia Aguiar

–Santo Tirso: Farmácia Central Torre

–Alpendurada e Matos: Farmácia Martins

–Amarante: Farmácia Costa

–Vila Nova Milfontes: Farmácia Milfontes

-Carregado: Farmácia Varela

-Fafe – Farmácia Fernando Castro

-Braga – Farmácia Cristal , Farmácia Martins

-Viana do Castelo – Farmácia Nelsinha

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A Sertã em movimento pela Diabetes, VII Edição

A Diabetes é um dos maiores problemas de saúde pública atuais, sendo considerada uma das pandemias do século XXI.

Em 2015 existiam 415 milhões de pessoas com a doença, sendo que em cada 11 pessoas 1 tinha Diabetes.

No próximo dia 19 de novembro  decorrerá a VII Edição da comemoração do Dia Mundial da Diabetes. Este ano a atividade será realizada na freguesia de Pedrogão Pequeno, Sertã.

A atividade será organizada pelo Município da Sertã em parceria com outras entidades, com o objetivo de sensibilizar a população em geral e as pessoas com Diabetes para a importância do controlo da doença.

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Será realizado um sorteio com oferta de um kit de iniciação do FreeStyle Libre pelo Abbott, para pessoas com diabetes tipo 1.

É necessário realizar inscrição que poderá ser realizada:Farmácias do concelho, Junta de Freguesia de Pedrógão Pequeno, Casa da Cultura, Centro de Saúde, Academia Sénior, Agrupamento de Escolas da Sertã e na RLIS.

 

Venha participar neste movimento pela Diabetes!

 

A Nutricionista, Vera Ruivo Dias 

 

Vila de Rei junta-se à Lions Portugal pela Diabetes

No próximo dia 28 de outubro de 2017 (Sábado), pelas 15h00 irá decorrer na Biblioteca Municipal José Cardoso Pires, em Vila de Rei uma palestra  

“O que sabe sobre a Diabetes?”

 

Esta atividade tem o objetivo de sensibilizar a população para a doença, mas também de partilhar recomendações de tratamento da diabetes.

A palestra será realizada pelo Dr. Carlos Manitto Torres, pela Enfermeira Cristina Amaral e eu irei falar como profissional e pessoa com diabetes.

Esta será mais uma oportunidade de desmistificar a diabetes, o tratamento mas também de partilhar experiências.

Esta atividade resulta das parcerias entre Fundação Lions Portugal, com a Câmara Municipal de Vila de Rei e o CLDS 3G.

Poderá realizar as inscrição no CLDS ou através do e-mail clds3g@cmviladerei.pt.

Apareça e participe em mais uma atividade de aprendizagem e partilha.

Cartaz Dia Nacional da Diabetes - Outubro 2017-page-0.jpg

Para saber mais da Lions Clubs Internations consulte http://www.lionsclubes.pt/dm115/

Vera Ruivo Dias, Nutricionista

O Carlos e a sua diabetes…

O Sr. Carlos abordou-me há uns tempos através do blog. O Sr. Carlos disse-me na altura que tinha diagnóstico de diabetes há 51 anos. Por esse motivo, achei que se o Sr. Carlos não se importasse, seria um gosto saber mais alguma coisa sobre a sua história com diabetes. Afinal, se para nós com imensa tecnologia existem momentos difíceis, não consigo imaginar há 20…30… à 50 anos atrás?!

Assim que fiz a proposta de falar com o Sr. Carlos, ele aceitou imediatamente =)

 

Olá Sr. Carlos. Antes de mais, quero transmitir-lhe que é um gosto conhecer uma pessoa com 51 anos de diabetes. Quero também, dar-lhe os meus parabéns por ser uma pessoa com esta história de doença.
Olá Vera.

 

Sr. Carlos em que momento teve diagnóstico de diabetes, e que idade tinha?
O meu diagnóstico foi realizado quando eu tinha 13 anos de idade, na altura da Páscoa em 1967. Portanto, tenho 51 anos de diabetes!

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Antes do diagnóstico, o Carlos teve sintomas da doença? Que sintomas teve?
Os meus sintomas eram ter muita sede, urinar muito e sentir-me cansado.

 

Como foi para si, o processo de diagnóstico e início do tratamento da diabetes?
Muito difícil, parecia que estava tudo de pernas para o ar.

 

Qual foi o seu maior receio na altura?
Não pensei nos problemas. Eu era muito novo e existia muito pouca informação acerca da doença.

 

No momento do diagnóstico como era o acesso à insulina? E como era administrada?
A insulina chegava-nos através do correio.
Para administrar a insulina tínhamos uma caixa com álcool, uma seringa e agulha que dava para  anos. A agulha parecia um verdadeiro um ferrão

 

 

E como era realizado o controlo da doença?
Numa fase inicial o controlo, simplesmente, não era realizado. Uns anos depois  apareceu a fita de avaliação da glicose na urina.
Relativamente à alimentação, eu tinha indicação para comer tudo, excepto doces.

 

Como tem sido viver com diabetes?
A minha perspectiva é: Um dia de cada vez…

 

Qual foi ou é o maior desafio que tem tido nesta “vivência” com a diabetes?
Para mim o mais difícil é o controlo, porque a insulina não funciona sempre da mesma maneira.

 

O Sr. Carlos tem alguma complicação da diabetes?
Tenho sim, tenho apenas capacidade de visão de 11%.

 

Sr. Carlos alguma vez sentiu alguma discriminação ou restrição de acesso a alguma coisa por ter diagnóstico de diabetes?
Não, mas eu conheço os meus limites e respeito-os.

 

Qual considera que foi a melhor evolução a nível de tecnologia ou tratamento que existiu no decorrer destes anos de diabetes?
Para mim, além das melhorias verificadas a nível da insulina, foi o freestyle libre. Para mim, picar os dedos sempre foi pior que ter que administrar insulina.

 

Tem algum receio por causa da diabetes?
Tenho. Tenho medo de ter problemas de rins. Pior que ter a capacidade de visão diminuída… Além disso, eu sei que temos que morrer  mais cedo ou mais tarde.

 

Com a “longa vivência” com diabetes, qual é a recomendação que tem para as pessoas que vivem com a doença?
Aconselho que as pessoas tenham cuidado com a dieta, que pratiquem exercício, e tomem a medicação sempre a horas e de forma adequada.

 

Sr. Carlos, quero agradecer-lhe do fundo do coração a sua amabilidade e disponibilidade em partilhar a sua história e longa vivência com a diabetes.
Um bem-haja! E que corra tudo da melhor forma!
Um abraço,
Carlos Lourenço

 

O Sr. Carlos, à semelhança de outras pessoas com uma vida com diabetes são exemplos incríveis para todos nós. Continuo a acreditar que as partilhas das nossa vidas com diabetes são das formas mais enriquecedoras de educação para nós.
O testemunho do Sr. Carlos, dá-nos força!

A Miss “Eu sou diabética”, Vera Ruivo Dias

À conversa com a Presidente da Federação, Emiliana Querido

Portugal é um país relativamente pequeno, em que as pessoas se tentam manifestar, mas por vezes, sem sucesso, porque acabamos por nos expressar de forma individual ou com pouca representatividade.
A Federações Portuguesa das Associações de Pessoas com Diabetes (FPAD) surgiu com o intuito responder a esta necessidade: manifestar as preocupações das pessoas com diabetes, de uma forma organizada e através de uma entidade com representação nacional. Para conhecermos melhor a FPAD convidei a Presidente da Federação, Emiliana Querido (EQ), que tomou posse em abril de 2017, a responder a umas perguntas.

 

VRD: Olá Emiliana! Antes de mais obrigada pelo tempo disponibilizado. Com esta pequena entrevista gostava que as pessoas compreendessem o que é a Federação Portuguesa das Associações de Pessoas com Diabetes (FPAD).
Emiliana, conta-nos quem és?
EQ: Nasci em Peniche, e agora vivo no Porto, a minha cidade do coração, que me acolheu desde os 18 anos, quando para cá vim estudar. Também estudei e lecionei em Itália alguns anos. Sou professora e dirigente associativa, sou casada e tenho uma família fantástica. Desde os meus 29 anos de idade que tenho diabetes tipo 1. 

 

VRD: Tens diabetes de que tipo? Há quanto tempo tens?
EQ: Tenho diabetes tipo 1 há quase 7 anos. Sendo diagnosticada em cetoacidose experimentei já muitas consequências que a diabetes pode trazer de forma permanente a longo prazo se não for bem controlada. 

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Foto de Paulo Pinto

VRD: O que é a FPAD?
EQ: A Federação Portuguesa das Associações de Pessoas com Diabetes é uma organização que agrupa várias associações de pessoas com diabetes. Neste momento são 13 as associações  filiadas, de várias zonas do território português, mas  existem mais com interesse em fazer pate desta rede. Todas são benvindas. As que já compõem a FPAD são:
1-Associação Dos Diabéticos Do Concelho De Ovar
2-Associação De Diabéticos Da Zona Centro
3-Associação De Diabéticos Do Minho
4-Associação Diabético Feira
5- Associação De Diabéticos Da Região Autónoma Da Madeira
6- Associação De Diabéticos De São Miguel E Santa Maria
7- Totusalus
8- Associação de Jovens Diabéticos de Portugal
9- DIMOV
10 -Associação De Diabéticos Do Distrito De Bragança
11- Associação Giro HC
12- Associação De Diabéticos Todo-o-Terreno
13- Associação De Diabéticos Do Concelho De Alenquer.

 

VRD: Tu foste uma das pessoas que se preocupou em criar a Federação. O que te fez sentir necessidade de criar uma Federação?
EQ: Quando fui diagnosticada com diabetes tipo 1 foi um grande choque: sou caso único na família em todas as gerações e não sabia nada sobre diabetes. Tinha uma vida muito ativa e fui obrigada a parar algum tempo pois fui diagnosticada em cetoacidose grave e tinha de recuperar.
Senti-me muito perdida e sem respostas e então decidi com a ajuda da minha médica criar uma associação, da qual ainda sou presidente. Com essa experiência percebi as dificuldades de uma associação em lutar sozinha pela diabetes e que as pessoas com diabetes precisam de uma voz ativa nas decisões acerca da sua condição e não me sentia ouvida nesse sentido. Quando decidi avançar, ao contactar com várias associações percebi que já existia a FPAD e então envolvi-me juntamente com um grupo de outras associações e trabalhámos afincadamente para que hoje a FPAD esteja renovada e firme no seu foco de representar e defender as pessoas com diabetes.

 

VRD: Qual é o objetivo da Federação?
EQ: Queremos ser o elo de ligação entre as pessoas, através das associações locais e as instituições governativas e de decisão. Queremos também informar e educar para a saúde e trabalhar para a desmistificação da diabetes e a integração de todas as pessoas com diabetes. É muito importante as pessoas saberem que há uma instituição que os defende e representa e que verdadeiramente lhes dá voz! É fundamental que se crie uma única voz em prol desta nossa causa e se lute com o mesmo objetivo: o de melhorar em última instância a qualidade de vida das pessoas com diabetes e suas famílias.
É importante salientar que a federação engloba as pessoas com todos os tipos de diabetes.

 

 

 

VRD: Emiliana, és presidente da Federação e também tens diabetes. O que te motivou para assumires este cargo?
EQ: Antes de ser presidente da FPAD já me envolvia intensamente nesta causa.
Agradeço a todos a confiança que em mim depositaram e por me terem escolhido para assumir esta missão. Sim, para mim é uma missão e tenho muito presente o nosso objetivo pois sinto a diabetes na minha vida, no meu corpo, todos os minutos do dia e sei bem as nossas lutas, necessidades e dificuldades, mas também reconheço a resiliência das pessoas com diabetes e todo o esforço por que passamos para estarmos vivos. E ainda é preciso fazer muito por nós.

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Fotos de Rui Ribeiro.

VRD: No passado dia 22 de Setembro foi a apresentação oficial da nova direção da  FPAD. Nesse evento esteve presente o Director Geral da Saúde, Dr. Francisco George, a Diretora do Plano Nacional para Prevenção e Controlo, Dr.ª Cristina Valadas, Dr. Francisco Carrilho, Presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo. Sei que estiveram presentes profissionais da área da diabetes e pessoas com diabetes, como a fantástica Ema Carvalho.
Qual será o papel da FPAD com as entidades nacionais?
EQ: como já disse antes, na perspetiva da FPAD só faz sentido lutar com o mesmo foco e unir esforços para isso. É importante a opinião e as necessidades das pessoas com diabetes chegarem às entidades decisoras e governativas para que em conjunto se criem e realizem medidas úteis e tão necessárias para a nossa melhoria das condições de vida!
A FPAD colaborará com todas as entidades no sentido de trabalhar pro-activamente para resolver questões fulcrais para a nossa condição, mas marcará também firmemente a sua posição em todas as questões relevantes e passíveis de mudança urgente, defendendo sempre as pessoas com diabetes e denunciando más práticas.

 

VRD: A FPAD representa as associações. Mas mais importante, a Federação tem envolvidas não só as pessoas com diabetes mas também profissionais desta área. Explica-nos a importância de a Federação ter na sua origem os profissionais de saúde da área da diabetes.
EQ: A FPAD não tem na sua origem profissionais de saúde, aliás a maioria dos seus fundadores e membros dos seus corpos sociais são pessoas com diabetes. Somos na nossa grande maioria pessoas com diabetes que trabalham para pessoas com diabetes e por isso conhecemos bem as nossas necessidades! Obviamente que nos apraz muito termos no nosso meio excelentes profissionais de saúde que vivem também esta realidade de outro ponto de vista e que por isso nos ajudam a contextualizar esta nossa condição em vários âmbitos.

 

 

VRD: Se alguma associação se quiser juntar à Federação qual é o procedimento que deve realizar?
EQ: Segundo os nossos estatutos as Associações devem fazer um pedido por escrito à FPAD, juntando a documentação necessária a ser levada a Assembleia Geral. Só em sede de Assembleia Geral, depois de já analisada a documentação se votará a admissão.

 

VRD: Se uma pessoa quiser entrar em contacto com a Federação para transmitir alguma situação ou preocupação ou pedir ajuda, pode fazê-lo? E como o faz?
EQ: A FPAD atende aos pedidos de contacto que lhe forem dirigidos, no entanto as pessoas com diabetes devem dirigir-se primeiramente à sua associação local que terá todos os instrumentos para dar continuidade ao caso, fazendo depois a ligação com a FPAD se for necessário.

 

VRD: Nos últimos anos no tratamento da diabetes têm existido desenvolvimentos muito positivos? Qual consideras que foi a evolução mais significativa na doença? Em que medida achas que a FPAD nos vai ajudar, as pessoas com diabetes?
EQ: Felizmente a diabetes tem vindo a experimentar uma evolução positiva nos últimos tempos, nomeadamente a nível cientifico e tecnológico. Nesse sentido, o papel da Federação é informar e facilitar o acesso desses novos e inovadores recursos no tratamento às pessoas com diabetes, nomeadamente com a informação, a formação e a pressão para a comparticipação de novos dispositivos, por exemplo, na medição da glicose e no controlo da glicemia.

 

VRD: Qual achas que é o maior desafio de ter diabetes?
EQ: Ó maior desafio é o de sobreviver a cada dia e manter o foco firme de cuidarmos de nós a cada hora, o que não é nada fácil, pois todos nós temos vida para além da diabetes, temos outros horários e emoções que interferem com a gestão da diabetes. E temos o grande desafio da informação. Temos de levar a informação às pessoas para que não hajam preconceitos em relação àqueles que têm diabetes.

 

VRD: Sr.ª Presidente, queres deixar uma mensagem a todos às pessoas que lêem esta entrevista?
EQ: Quero que as pessoas saibam que a FPAD veio para ficar e que precisa da ajuda e da confiança de todos para conseguirmos os nossos objetivos enquanto pessoas com diabetes. Viver bem com a diabetes é possível e é para isso que a FPAD trabalha todos os dias.

 

VRD: Emiliana, resta-me agradecer-te a atenção e disponibilidade para responder a estas perguntas. Bem haja. Bem haja por nos representares e dedicares tempo dos teus dias a nos defender, pessoas com diabetes.
EQ: Eu é que agradeço a tua disponibilidade para divulgares a FPAD, e ajudares que
 todos saibam que não estão mais sozinhos a lutar pela diabetes!

 

A Miss “Eu sou diabética”, Vera Ruivo Dias

Agulhas, lancetas e agulhinhas

Várias são as pessoas com diabetes que não sabem como devem eliminar de forma segura os seus materiais da diabetes contaminados, como as agulhas, as lancetas de punção ou as agulhas dos cateteres.

Desde que tenho Diabetes que me foi disponibilizado um contentor de contaminados, inicialmente pelo hospital e posteriormente começou a ser cedido pelo centro de saúde, unidade de saúde familiar ou unidade de cuidados na comunidade.

No caso de não haver fornecimento por um destes locais, sugiro que utilize uma garrafa de plástico com tampa e quando estiver cheia poder entregar num destes locais para o devido encaminhamento e tratamento.

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O tratamento adequado destes materiais é um dever de segurança e saúde pública. Por favor informe-se e peça ajuda junto dos seus serviços de saúde.
Como é que costuma fazer com os seus materiais contaminados?

A Miss “Eu sou diabética”, Vera Ruivo Dias

Campo de Férias DTT e SEDM 2017

Entre os dias 28 de setembro e 1 de outubro a Associação Diabéticos Todo-o-Terreno e o Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo do Centro Hospitalar de Coimbra realizou mais um campo de férias para jovens com diabetes.

O campo de férias tem o intuito de promover o convívio entre pessoas com diabetes, o convívio com os profissionais de saúde :

  • para compreender melhor os nossos comportamentos,
  • para nos aconselhar e dar formação,
  • para nós compreendermos que não estamos sozinhos nesta caminhada, que podemos contar com a equipa técnica que nos aconselha mas também com os nossos “companheiros de aventura”,
  • para percebermos que se para um de nós determinado aspecto é mais difícil para outra pessoa existe outro aspecto mais complicado.

 

Assim, em cada campo de férias nós,  conversamos e discutimos vários assuntos, aprendemos, choramos, rimos, descrevemos as nossas experiências, divertimo-nos imenso e, muito ainda mais importante, nós MOTIVAMO-NOS UNS AOS OUTROS E FICAMOS MAIS FORTES afim de atingirmos os nossos objetivos.

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No primeiro dia, foi dado a cada um de nós um FreeStyle Libre, sistema de monitorização da glicose na linfa, para podermos usufruir desta tecnologia, compreendendo o comportamento da nossa glicemia durante a prática das diversas atividades.

Este campo de férias decorreu em Porto de Mós. Tivemos oportunidade de participar em diversas atividades, literalmente, Todo-o-Terreno.

Fizemos turismo cultural (Grutas de Santo António e Almorol, Museu de Porto de Mós, Castelo de Porto de Mós, Castelo de Almourol) mas também muitas atividades como mini-golfe em Porto de Mós, caminhada na Ecopista de Porto de Mós mas também na vila, Caiaque no Tejo e que grande desafio que foi… basicamente foi semelhante a alguns dias da diabetes, queremos ir em frente e só andamos aos ziguezagues =)

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Estas atividades exigiram preparação prévia e posterior com ajustes de insulina e compensação alimentar. Este foi uma óptima experiência para conseguirmos adaptar a nossa gestão. Obviamente, existiram alguns percalços, como por exemplo, um pequeno atraso resultou em hiperglicemias em alguns de nós e em outra atividade , alguns de nós sofremos hipoglicemias. A verdade é que a equipa técnica nos ajudava imediatamente a perceber e realizar o melhor comportamento.

 

Foram realizadas sessões de educação sobre várias temáticas da nossa diabetes. Aprendemos muito e quero agradecer o fantástico trabalho da equipa técnica do serviço.

Considero valiosa a possibilidade de conhecer pessoas com os mesmos desafios, e percebermos como os outros fazem a gestão da diabetes. Esta situação pode abrir-nos horizontes ou permitir-nos considerar possibilidades em que nunca tínhamos pensado anteriormente. Os campos de férias são, sem dúvida, a oportunidade para os profissionais nos acompanham ao longo do dia e perceberam como podemos melhorar!

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Aos participantes:

  • Adriana – Que o teu sorriso esteja sempre presente, acredita sempre em ti e não tenhas qualquer receio. És uma miúda com uma extraordinária energia =)
  • Cátia S. – querida minha amiga destas “andanças” e outras, obrigada por tudo, pelo carinho e sorrisos. Em breve todos jogaremos casino a comer capuccino =) Que rapariga incrível!
  • Cátia Rocha – uma das mais jovens mas com mais anos de diabetes! Uma rapariga que é um exemplo para todos nós. Cátia, és uma menina extraordinária, nunca duvides de ti!
  • Francis B. – o rapaz que prevê todas as jogadas! Obrigada pela paciência mesmo quando alguém estava a descartar e eu “puxava” a jogada por esse naipe! Ficas oficialmente o responsável pela banda sonoro dos encontros e obrigada pela boa disposição!
  • Francisco D. – a tua serenidade faz-nos bem. És um cavalheiro e excelente companhia.
  • D. Graça – que pessoa incrível , que força de viver, um excelente exemplo para nós! Nós aprendemos muito consigo! 33 anos de diabetes e uma energia inesgotável.
  • João C. II – O rapaz das piadas =) És um senhor que entra em qualquer desafio. Mas por favor, não andes descalço nas pousadas =)
  • João Melo – ficamos a aguardar a sandes de leitão =) e por mais bolachas douradas!
  • Lara Serra – como admiro a tua energia e capacidade de nos por a rir! És uma rapariga com muito para dar. Nunca tenhas medo, Lara!
  • Liliana A. – continua a espalhar a tua força de viver e a provocar sorrisos em quem te rodeia! Que exemplo de força que tu és para nós!
  • Liliana M. – a monitora mais fixe e com mais trabalho por ser minha monitora! Obrigada por tudo! E por nunca me perderes!
  • Luis F. – exemplo de coragem e tranquilidade! és uma pessoa que cativa e torna este desafio da DM mais simples. Obrigada pelos ensinamentos e por aturares =) E não haverá mais purgas para o organismo! I promise you!
  • Tiago – és um rapaz muito interessante e corajoso. Acho és um exemplo a seguir e uma óptima pessoa. Que a vida te sorria e conta sempre connosco Tiago!

Tenho muitos muitos aspectos maravilhosos para falar de todos vós! É difícil…

Foi um tremendo prazer conhecer-vos e reencontrar-vos, aos que já conhecia!

Ficam já avisados, que após este campo de férias, vocês fazem parte do melhor da minha diabetes: Conhecer pessoas nas mesmas situações e conhecer pesssoas incríveis! Aprendi muito com todos vocês!
Admiro-vos muito! Cada um de vós será mais uma pessoa de referência na minha vida, na minha gestão da diabetes!

Passaram a ocupar um espaço no meu coração!
Como vos disse, vocês são o lado positivo da minha diabetes!

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À equipa técnica:

  • Drª Luísa Barros, como sabe é a principal responsável por nos fazer tornar a diabetes uma doença que não nos impede de fazer nada. A Drª Luísa dá-nos coragem para enfrentar o que consideramos os nossos maiores desafios. Acredito que se tenho uma postura positiva perante a doença é por sua responsabilidade e dos sr.s Enfermeiros do Serviço. Todos nós temos crescido muito consigo! A Dr.ª sabe mais de nós, seus doentes, do que alguns dos nossos amigos. A Dr.ª Luísa exige sempre o melhor de nós, mesmo que estejamos num período sem forças.
  • Drª Júlia obrigada pela ajuda em todas as contagens de equivalentes, por tornar realidade este campo de férias. Obrigada pela boa disposição e espírito aventureiro.
  • Enfermeira Sónia,  Enfermeira Paula, Enfermeira Carina e Enfermeira Isabel Lopes – Como digo frequentemente quando falo da diabetes, vocês fazem parte da minha diabetes, vocês vêem-nos crescer e fazem-nos erguer quando temos dificuldade em o fazer. Vocês são profissionais extraordinários que nos fazem lidar com a diabetes de um modo incrível. De referir que para mim, uma visita guiada nunca mais será tão boa quanto a visita às Grutas de Santo António e Alvades. Obrigada Sr.as Enfermeiras do SEDM =)
  • Dr. Bernardo, Dr. Nelson, Dr.ª Lúcia, Drª Leonor, Dr. Luis Miguel e Enfermeiro João – Obrigada pela vossas simpatias, companheirismo e conhecimentos transmitidos. Obrigada por todas as ajudas, até no transporte das mochilas, por cuidarem tão bem de nós.
  • Drª Luísa – Obrigada por nos juntar a nós nestes dias incríveis. Obrigada por falar connosco e por ser mais uma pessoa que nos faz sentir que somos capazes de tudo!

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À Patrícia Antunes, finalmente conheci-te! Obrigada por tudo o que tens feito por nós, pessoas com DM. Obrigada pela tua dedicação à DTT. Que agora as pessoas percebam que para que estes campos existam é necessária muita dedicação e empenho. Que seja um momento de renascer da DTT, para que mais crianças e jovens possam usufruir destes dias incríveis.

Obrigada ao SEDM dos CHUC, à DTT, e a todos os patrocinadores e também à Câmara Municipal de Porto de Mós.

A quem nunca foi a um campo de férias aconselho, se tiver oportunidade não pense duas vezes, como já ouvi dizer…

“à primeira vez ninguém quer vir, mas depois os repetentes querem sempre voltar”

 

Uma música para motivar quando as curvas da diabetes saem da linha, “P’ra frente é que é Lisboa”, de Os Quatro e Meia. Como dizem, e muito bem,

“Escolho o meu melhor sorriso, e aceito o improviso que o meu dia vai trazer”…

Toda a lutar a baixar/optimizar essas glicadas ;D
https://www.youtube.com/watch?v=a4VMX0q-yQ4

 

A miss “Eu sou Diabética”, Vera Ruivo Dias