My Precious, o meu vício

É perceptível que eu sou fã do FreeStyle Libre, justificado pela compreensão que me trouxe da minha variabilidade e a todas as melhorias que me trouxe. Como eu lhe chamo,o Libre é o  my precious.

Quem convive comigo, sabe que “sou viciada” em fazer a leitura da glicemia no líquido intersticial, pois a informação que nos dá, nomeadamente da seta de tendência, é demasiado preciosa para nos aproximarmos dos objetivos metabólicos e prevenirmos hiperglicemias e hipoglicemias mais significativas.

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Pensando melhor, não sou só eu… Mas também os meus amigos! Até quem conhece o sistema recentemente, consegue compreender e valorizar as melhorias que resultam da sua utilização. Existem sempre os amigos que pegam no Libre e… “Ah deixa-me ver como está a tua glicose” =)

Eu faço a leitura do sensor mais vezes que a maioria dos utilizadores, sendo que realizo cerca de 30 leituras por dia. Encontrei um vídeo o sistema de monitorização flash de glicose e ri-me sozinha, de facto, o meu número de leituras com o Libre é ligeiramente superior ao mencionado 😉 Espreite!

Este fim-de-semana foram dias de estar com amigos e desfrutar e degustar, como não me lembro de ter feito anteriormente, com bons resultados, graças ao Libre e à Ema =)
Era de extrema importância que as pessoas com diabetes tivessem uma resposta positiva relativamente à comparticipação do FreeStyle Libre, o mais breve possível.

A diabetes não nos impede de nada!

A miss “Eu sou diabética”, Vera Ruivo Dias

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Para saber mais sobre o dispositivo consulte o site http://www.freestylelibre.pt/

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Amigos especiais para pessoas especiais: Pata d’Açúcar

Há uns meses, comecei a ouvir falar de cães que podem ser treinados para a identificação de hipoglicemias em pessoas com diabetes. Na noite de Natal, uns familiares, o Bruno e a Paula, falaram-me do Luke (um menino com diabetes) e o Jedi (o seu cão), que já mencionei num post anterior aqui no blog.

Entretanto, ouvi falar na Associação Pata d’Açúcar – Medical Dogs for Diabetics. Esta associação destina-se a treinar cães para detetarem hipoglicemias em humanos. A hipoglicemia é uma complicação aguda da diabetes em que os níveis de glicemia sanguínea descem a valores inferiores a 70mg/dl, podendo colocar em risco a vida da pessoa.
Entretanto procurei mais informações acerca da Pata d’Açúcar e vi uma reportagem ao Vice-Presidente da Associação, o José Antunes. Nesse mesmo momento coloquei na minha lista de tarefas contactá-lo para saber mais sobre este Projeto.

Curiosamente, conheci o José num almoço de pessoas com diabetes. O José é também uma pessoa com diabetes mellitus tipo 1 e que tem o seu cão, o encantador Thor, treinado para detetar hipoglicemias!

Entrevista José Antunes

Vera Ruivo Dias (VRD): Olá José! Antes de mais quero agradecer a tua disponibilidade em colaborar nesta “entrevista” para nos dar a conhecer a Pata d’Açúcar, a única associação nesta área em Portugal.

José Antunes (JA): Olá querida Vera Dias, é com imenso prazer que recebo este Teu convite para facultar esta entrevista ao Teu blog fantástico que tanto tem ajudado o mundo dos pessoas com diabetes e não só, pois comer corretamente é algo que todos nós pessoas com diabetes ou não deveríamos fazer. 

VRD: Como surge a ideia da Associação Pata D’Açúcar e quais são as suas tarefas?

JA: A associação Pata D’Açúcar surge de uma ideia que um amigo que conheci em Itália que me falou das capacidades dos cães poderem detetar as hipoglicemias. Então decidi por mãos à obra e saber mais sobre isso, até porque adoro animais e sempre tive muitos a Meu lado toda a vida. Decidi partilhar esta ideia com um amigo de infância, o Dr. Nuno Infante, que imediatamente a achou fantástica. Casualmente o Dr. Nuno Infante tinha uma ninhada de labradores e de imediato Me disse “Vou-te dar um cachorro para iniciares o treino.”, e assim começou esta “aventura ” .

Sobre a Associação Pata D’Açúcar, é uma associação sem fins lucrativos que tem como objetivos impulsionar, promover, propor, proceder e auxiliar o treino de cães com vista à deteção antecipada de hipoglicemias em portadores da diabetes . Sendo que o propósito do projecto tem também a sua componente social, que consiste em treinar 2 cães por ano, serão entregues a pessoas com diabetes gratuitamente.

VRD: Há quanto tempo existe a Associação e onde está localizada?

JA: A Associação Pata D’Açúcar foi constituída oficialmente no final de dezembro de 2016, tendo cerca de 3 meses , embora que o projeto já tinha sido iniciado à cerca de 1 ano .

A Associação Pata D’Açúcar está localizada no concelho do Seixal. 

VRD: Como tem sido a reação das pessoas ao saberem que podem ter um cão treinado com estas características?

JA: A reação das pessoas tem sido fabulosa muito acima das nossas expectativasA possibilidade de ter um companheiro com estas capacidades ajuda em muito a estabilidade, psicológica, física e social do Diabético, contribuindo diretamente para o melhor controlo da doença.

VRD: Qualquer cão pode ser submetido a este treino? Tem que ser um cão jovem ou é possível realizar o treino em um cão adulto?

JA: Sim, qualquer cão pode ser submetido ao treino desde que tenha as capacidades mínimas físicas e olfativas, que nos possam dar garantias de um desempenho correto.

O cão deve iniciar o treino no máximo com a idade até, no máximo, aos 6 meses, pois o treino leva o seu tempo e para termos mais tempo de vida útil no desempenho das funções do animal. Dependendo da raça do cão o seu tempo de vida no activo poderá mudar e assim tiramos o máximo partido das suas capacidades.

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VRD: Durante o processo de treino de um cão, os únicos profissionais envolvidos são os treinadores, ou existem outros?

JA: Bom durante todo o processo de treino dos cães, existem várias pessoas que intervêm, não só os treinadores, mas também vários voluntários pessoas com diabetes para os cães se ambientarem as várias situações nós vários cenários de treino, os tratadores, Veterinários. Ainda estão envolvidas no processo de treino várias famílias de acolhimento voluntárias por onde os cães vão passando para se adaptarem aos vários espaços, pessoas, idades, integração social em todos os aspectos da vida de um Diabético.

Obviamente que todos estes processos são supervisionados e orientados pelos treinadores.

 

VRD: Qual é o comportamento de um cão quando deteta que a pessoa está em hipoglicemia?

JA: No que toca às alterações do comportamento do cão no momento da detecção da hipoglicemia, depende do treino que lhe for incutido, pois podem existir 2 tipos de marcação: a ativa e a passiva. A que mais aconselhamos e usamos é a ativa, onde o cão pode ser treinado para ladrar, para se acercar do Seu tutor e lambe-lo, chamando a atenção do tutor. A passiva pode simplesmente passar por um gesto de se sentar, deitar ou fazer determinado gesto com as patas que o tutor sabe automaticamente que significa que deve fazer a medição da glicemia de imediato e confirmar os valores. Nunca nos podemos esquecer que o cão não substitui, de forma alguma, os meios de medição da glicemia que o Diabético tem ao seu dispor. Simplesmente, o cão, sendo um animal de companhia, é mais uma ferramenta que o apoio nesse processo. 

VRD: O cão deteta a hipoglicemia quando ela já existe ou algum tempo antes?

JA: No nosso treino o cão  é preparado para detetar antecipadamente, antes da hipoglicemia surgir ou quando atinge valores abaixo dos 70mg/dl. Habitualmente isto acontece com cerca de 12/15 minutos de antecedência.

 

VRD: Ao mostrar a fotografia de destaque deste artigo a uma pessoa a que dava conhecimento do projeto (a Enfermeira Helena), ela disse-me “O Thor é o anjo-da-guarda do José.” Achei que esta era “a” caracterização do Thor. Concordas?

JA: Bom, Vera devo confessar que esta foto tem sido alvo de imensos comentários, todos eles surpreendentes. O Thor realmente pode ser considerado um anjo da guarda, comentário fantástico da Sra Enf. Helena, que retrata exatamente o que esta foto representa e transmite, pois além de tudo o que Ele transmite a cada dia, as emoções que provoca, as alegrias com as traquinices dele (não fosse Ele um Labrador), o Thor é  autenticamente um parceiro , companheiro , até por vezes confidente .

VRD: O cão contribui para um bom estilo de vida de uma pessoa com diabetes, podes explicar como é que isto acontece?

JA: Verdade Vera, o facto de um diabético ter ao Seu lado um patudo com estas capacidades, permite-lhe também ter um estilo de vida muito melhor, na componente física, pois o Tutor exige um passeio diário, e ao mesmo tempo pratico exercício físico. Como sabemos, a atividade física é um dos fatores fundamentais para o controlo da diabetes. O cão contribui também para uma maior e melhor integração do diabético na sociedade que o rodeia, diminuindo o possível sentimento de exclusão ou discriminação, porque infelizmente, ainda existem muitos preconceitos com a diabetes na nossa sociedade. Eu já fui vítima disso devido à ignorância, falta de conhecimento e respeito por parte de terceiros. A auto-estima e segurança do diabético aumentam com a cumplicidade que se atinge com o nosso parceiro patudo, que, por vezes, transcende alguns relacionamentos entre humanos. 

VRD: Qual tem sido o maior desafio desde o início deste projeto?

JA: Em relação ao maior desafio que este projeto, tenho de dizer que tem sido mais do que um desafio, mas o principal é a adaptação das pessoas a presença do Thor, pois as pessoas em Portugal estão pouco e muito mal informadas sobre os Medical Dog’s, sobre o trabalho e a importância que Eles têm no dia-a-dia dos seus tutores. Afinal, todos os dias estes cães podem salvam as vidas dos seus tutores!

Estar em espaços públicos muitas vezes é difícil, sendo que temos que explicar constantemente as leis a várias pessoas, o papel e trabalho que estes animais desempenham e, inclusivé, desmistificar a integração do cão nos espaços e a sua interação com o tutor. Considero que é difícil explicar às pessoas, e em especial às crianças, o porque de não poderem tocar no cão. Esta atitude provoca uma desconcentração do cão na Sua missão de ajudar o tutor. Se os animais estiverem constantemente a interagir com outras pessoas podem perder o foco e perder o timming de avisar o tutor do surgimento da hipoglicemia. 

VRD: O que tem sido mais gratificante desde que iniciaste este projeto?

JA: Desde o início deste projeto, o que tem sido mais gratificante para mim, é poder contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos pessoas com diabetes, poder motivar estas a usufruírem de mais um apoio no controlo da doença. Frequentemente, verifico que o cão aumenta a união das famílias e das pessoas que rodeiam os doentes. É muito motivador, aprender a cada dia que passa com os patudos, descobrir que podemos ir mais além, a cumplicidade que se constrói a cada dia é indescritível.
Sem palavras também para o apoio e motivação que recebo a cada dia por parte das pessoas e não só as que têm diabetes, que reconhecem a mais valia do nosso trabalho e a importância da nossa dedicação diária, para podermos ajudar a controlar e a salvar vidas nesta luta contra a doença. Nunca nos podemos esquecer que a diabetes é a doença que provoca mais complicações no organismo e que é a principal causa de morte em todo o mundo!
Estamos muito felizes por termos conseguido realizar este sonho e criar esta Associação Pata D’Açúcar como pioneira em Portugal a desenvolver este trabalho específico, ainda que as  adversidades e burocracias que o nosso País exige sejam muitas. Isto foi também possível graças à importante ajuda das pessoas que nos rodeiam! O Meu muitíssimo obrigada a todos os que tornaram este sonho possível e aos que dia após dia nos motivam a superar e a sermos mais e melhor. 

O lema da Associação é: Ajudem a ajudar, por uma diabetes melhor. 

VRD: José qualquer pessoa pode ser sócio da Pata D’Açúcar. Quais são os benefícios de se ser sócio da Associação?

JA: Todas as pessoas que se associarem a nós terá todos os benefícios que os nossos parceiros disponibilizam em diversos serviços, como por exemplo: cabeleireiro, contabilista, arquitetura, Hotel e Serviço da Escola da Alcateia, Serviços de Consultadoria, Apoio Veterinário, assim como, dos futuros parceiros da associação.
Estes benefícios consistem em descontos exclusivos para os associados na nossa Associação Pata D’Açúcar.

VRD: José, apra terminar, descreve em 3 palavras o que significa para ti o Thor na tua vida, como pessoa com diabetes?

JA: MOTIVADO, DEDICADO e Perspicaz! Para além de protetor, e muito feliz!

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VRD: José, deixa-me agradecer a tua simpatia e disponibilidade para nos poder esclarecer acerca da Associação Pata D’Açúcar.

Desejo as maiores felicidades e sucesso à associação, pois permitirá melhorar significativamente a vida das pessoas com diabetes, que poderem usufruir da companhia de um cão treinado pela Pata D’Açúcar.

Bem haja, José!
Poderá contribuir para a Associação Pata d’Açúcar com um donativo através do
NIB 0010 0000 5458 0010 0016 5 Qualquer donativo contribuirá para o treino de um cão que melhorará a vida de uma pessoa com diabetes.

Pode seguir a associação através do facebook: https://pt-pt.facebook.com/patadacucar/

Para contactar a associação utilize o e-mail patadacucar.geral@gmail.com.

Os patrocinadores da Associação Pata D’Açúcar estão indicados na imagem seguinte.

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A miss “Eu sou diabética”, Vera Ruivo Dias

Viver com diabetes

Viver com diabetes…

  • é uma gestão constante,
  • é ter que antecipar o que vamos comer, fazer, prática de exercício físico ou simplesmente maior ou menor gasto energético,
  • é antecipar o desenvolvimento e/ou agravamento de hipo ou hiperglicemias,
  • é pensar o que se prevê que vai acontecer com a glicemia e tentar corrigir,
  • é fazer ajustes,
  • é olhar para a comida de forma diferente, estar a jantar com amigos e enquanto se discute o estado de um país, tu estares a fazer contas,
  • é tentar minimizar situações de stress para que tenham menor impacto na variabilidade da glicemia,
  • é ter responsabilidade sobre tudo,
  • é pensar que se vou comer mais umas batatas ou se roubar uma colher da sobremesa do amigo, ter que voltar a colocar insulina,
  • é te esqueceres de um bólus de insulina de insulina por estares a terminar uma conversa, e ter um hiperglicemia consequente a isto,
  • é comer quando não tens fome,
  • é pensar que se hoje não foi um dia azul, mas acreditar que amanhã será,
  • é perder algumas batalhas em momentos de descontrolo,
  • é tomar decisões em muitos minutos do dia,
  • é olhar para a comida, analisar, pensar em diversos fatores e fazer contas,
  • é fazer cálculos, muitos cálculos,….
  • é ter de somar, subtrair, multiplicar e dividir,
  • é jantar fora e escreveres na toalha de papel do restaurante os equivalentes consumidos, a insulina administrada, subtraíres a insulina ativa, …
  • é ter de manter a blue line,
  • é ser pessoa com as mesmas dificuldades e prazeres que as pessoas saudáveis,
  • é criar amigos,repito, AMIGOS ESPECIAIS que de outra forma não conhecerias,

Ter diabetes é … desafiante!

Este post era para ter sido feito há algum tempo… mas vi este vídeo e antes de o ver completo, quis manifestar alguns pensamentos…

Ter diabetes pelo ator Vitor Garber e a diferença entre os principais tipo diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2.

  “Ter diabetes é correr uma maratona diariamente”

 

E para si? o que é ter diabetes?

A miss “Eu sou diabética”, Vera Ruivo Dias

Photo by Carla Dias

Inquérito sobre tecnologias na diabetes

A tecnologia é uma importante aliada no nosso dia-a-dia.
Na gestão da diabetes o desenvolvimento tecnológico tem ganho um papel considerável. Com o passar do tempo, a maioria de nós, pessoas com diabetes, tornamo-nos dependentes destas tecnologias. Uns focalizam-se mais numas características, outros em outras. A verdade é que elas vão nascendo neste mundo. Em Portugal este processo é moroso e muito exigente.

Enviaram-me um questionário, com o objetivo de perceber quais são as necessidades das pessoas com diabetes mellitus tipo 1 menores de 18 anos e dos seus cuidadores, nesta área.

Neste sentido deixo o link para se poder participar:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdMa7UAW5_SGlel-9HamesV5HBAOVv61_fhC3NCEFrQpM2gFw/formResponse

Basta dispensar apenas alguns minutos para colaborar =)

A miss “Eu sou diabética”, Vera Ruivo Dias

 

 

Iogurte natural sem iogurteira

Atendendo a uma questão que me foi colocada pela D. Graça, apresento uma proposta de realização de iogurte sem iogurteira. Nesta receita, é utilizado o forno.

Rendimento: 6 iogurtes

 

Ingredientes:

  • 1 litro de leite magro
  • 125ml de iogurte sólido natural ou magro sem açúcar
  • 40 gr de leite em pó magro

 

Preparação:

  1. Aquecer o forno a  50ºC. Quando atingir esta temperatura desligue-o.
  2. Colocar o leite num fervedor, desligando antes do leite ferver. Posteriormente deixe o leite arrefecer um pouco.
  3. Misturar o leite com o 1 iogurte sólido e com o leite em pó.
  4. Distribuir a mistura por 6 recipientes para o iogurte.
  5. Tape os recipientes. Colocar os recipientes bem tapados no forno desligado durante 8 horas.
  6. Colocar no frigorífico até ao consumo.

Antes de consumir poderá juntar fruta, cereais, aveia, bolacha ao iogurte natural.

 

Composição Nutricional por cada iogurte:

  • Valor calórico: 85.8 calorias
  • Glícidos:  12.4 gramas
  • Proteína: 8.6 gramas
  • Gordura: 0.3 gramas
  • Fibra: 0 gramas

 

Contagem de equivalentes por cada iogurte:

  • Se 10g de glícidos por equivalente: 1.2 equivalentes
  • Se 12g de glícidos por equivalente: 1 equivalente
  • Se 15g de glícidos por equivalente: 0.8 equivalente

 

Bom apetite!

 

Vera Ruivo Dias
A alimentação saudável é a base do nosso bem-estar e, consequentemente, da nossa felicidade.

Sociedade Civil: Diabetes

O Sociedade Civil é um magazine da RTP2, dedicado a contribuir para o acesso da sociedade à informações e soluções para os seus problemas. Este magazine é super interessante e aborda temas muito diversificados, possibilitando a participação dos espectadores. O programa de ontem, 6 de março, foi dedicado à Diabetes.
Fui desafiada a participar como pessoa com diabetes. De facto este foi um verdadeiro desafio de controlar a glicemia, mas o mais importante é o sucesso da mensagem a transmitir que penso que conseguimos alcançar. Os convidados foram o Dr. Estevão Pape, médico de Medicina Interna e Diabetologista;  Dr. José Manuel Boavida, Endocrinologista e eu. Foi um gosto tremendo partilhar esta 1h30m com ambos.

Tenho que felicitar o jornalista Luís Castro por desenvolver um debate tão interessante. Aproveito para agradecer a todos os profissionais envolvidos na produção do Sociedade Civil, nomeadamente na preparação, Marta, D. Nazaré, D.Vanda, todos os elementos na produção e “regi”.
Se não teve oportunidade de ver o programa veja através do link  www.rtp.pt/play/p3150/sociedade-civil

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Capturas de alguns dos momentos deste episódio e da minha ambulatory glucose profile de ontem e hoje! Ontem foi dia de aumentar a basal em 40% devido ao aumento da glicemia, associado ao stress.

Foi muito interessante poder partilhar a minha perspectiva da Diabetes como doente. Foi um gosto perceber que algumas das pessoas que fazem parte da minha história da diabetes, a Drª Luísa Barros e a Carlinha apareceram numa peça =)
Igualmente, foi um gosto ouvir as participações do Dr. Francisco Carrilho, Dr. José Luiz Medina, Drª Sandra Paiva, Inês Rogrigues (que grande testemunho: necessidade de aquisição em Espanha, por ainda não estar disponível em Portugal e a possibilidade de ter os dados da variabilidade glicémica no momento através da aplicação!) e Alexandra. =)

Um agradecimento a todas as pessoas que me ajudaram na preparação dos meus testemunhos, nomeadamente aos Diab(r)etes que me inspiraram no sábado anterior.

Ontem foi dia de relembrar o impacto que a utilização do FreeStyle Libre® tem na vida das pessoas com diabetes e a importância de obter uma comparticipação deste dispositivo.
Deixo novamente o link da nossa Petição Pública pela comparticipação dos sensores do FreeStyle Libre =) Quem ainda não tiver assinado, por favor, se poder faça-o =)

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=diabetes-libre

Sendo que o Sociedade Civil é um magazine com imensos temas em debate, poderá consultar o site da internet e ver episódios que ache interessantes, acredito que, como eu, encontrará alguns 😉 http://www.rtp.pt/programa/tv/p32666

A miss “Eu sou diabética”, Vera Ruivo Dias

 

Pessoas especiais!

Hoje foi um dia de conhecer mais pessoas especiais!

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Pessoas especiais com quem crias relações digitais!
Pessoas com quem partilhas vivências, dúvidas, pensamentos, inseguranças e certezas!
Pessoas com quem aprendes!
Pessoas com quem ganhas força para enfrentar dias menos fáceis!
Pessoas muito importantes!

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É interessantíssimo  como alguns nos conhecemos sem nos conhecer.

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A Diabetes é uma doença diária, uma doença que não nos permite “descansar”.
Neste sentido, é incrível como a “companhia” de pessoas especiais é tão importante para nós.

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Um grande beijo a todos!
Bem-haja boa gente! Família de Aventura’s =)

Alguns Diab(r)etes: Brigida, Beatriz, Sérgio Louro, Sérgio da Silva, Cristina, Rodrigo, Rute, Miguel, Ana Cristina, Ivo,  Catarina, Pedro, Ana, Thor, Tony, Marco, Ricardo, Daniela, João, Sofia, Emiliana, Sr. António, Lídia, Paulina, Cecília, Elisabete, Henrique, Tânia, Joaquim, Eduardo, Ricardo, Paula, Sandra, Teresa,Veronique, Martim e Lilia.

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Obrigada à Ana, ao José e ao Thor! Obrigada pelo extraordinário trabalho na Associação Pata D’Açúcar. -> http://www.facebook.com/patadacucar/

E deixo-vos com uma música dedicada ao local do nosso 1.º encontro, espreitem que vão gostar: Os Quatro e Meia, P’ra frente é que é Lisboa. Vão gostar!!
http://www.youtube.com/watch?v=a4VMX0q-yQ4

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A miss “Eu sou diabética”, Vera Ruivo Dias